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sexta-feira, 3 de junho de 2011

RESENHA DE ADOLPHO LUTZ



COMO A CIÊNCIA BRASILEIRA EVOLUIU DURANTE OS ANOS E, COMO CONSEQUÊNCIA DISSO, VÁRIOS CIENTISTAS BRASILEIROS GANHARAM PROJEÇÃO INCLUSIVE INTERNACIONAL, NADA MAIS OPORTUNO PARA CONHERCERMOS AS CONTRIBUIÇÕES DE ADOLPHO LUTZ.



ADOLPHO LUTZ (1855 – 1940)

A história da ciência brasileira teve início no século 19 e exigiu um esforço muito grande devido à escassez de universidades e bibliotecas, ao contrário de outros países que já eram desenvolvidos nesse setor, onde influenciou os primeiros cientistas brasileiros, que precisaram estudar no exterior.
Como é o caso do médico sanitarista Adolpho Lutz, que teve seu reconhecimento, inclusive no exterior.
O cientista Adolpho Lutz nasceu no Rio de Janeiro em 18 de Dezembro de 1855 e desde muito cedo apresentou interesse pela ciência natural e colecionava crustáceos, borboletas, plantas e de outros espécimes.
Foi estudar na Suíça, terra natal de seus pais, onde se formou em medicina em 1879, ainda concluiu diversos cursos de especialização em principais laboratórios na França, Alemanha e Inglaterra. Buscou aprofundamento em conhecimentos no ensino biológico (técnicas histológicas), o que proporcionou avanços no estudo de embriologia. Fez ainda estágios na área de obstetrícia e ginecologia.
Foi pioneiro na realização de várias pesquisas sobre verminoses que contaminavam o homem, o que abriu caminho para o estudo no Brasil de doenças que atingiam os animais.
No Brasil combateu as epidemias e estudou vários animais, aumentou o conhecimento sobre diversas doenças e contribuiu para a criação de laboratórios que pudessem produzir soros e vacinas.
Em 1893 tornou-se diretor do Instituto Bacteriológico de São Paulo, onde era efetuada a preparação de vacinas, análises de laboratório no diagnóstico de doenças e investigações sobre epidemias. Participou ainda da criação de importantes laboratórios, tais como o Instituto Butantan (contribuiu na fabricação de soros antiofídicos e da peste bubônica) e trabalhou no Instituto Oswaldo Cruz, onde exercia a pesquisa.
Estudou a esquistossomose, lepra (onde se interessou profundamente) e diversos insetos, onde investigava as inúmeras doenças infecciosas da época.
Podemos perceber a diversidade da contribuição do trabalho científico realizado por Adolpho Lutz, através de suas obras, uma infinidade delas. Suas pesquisas nas áreas da bacteriologia, epidemiologia e zoologia técnica foram decisivas nas posteriores descobertas nas ciências, entre elas: Dermatologia, Entomologia, Febre Amarela, Hanseníase, Helmintologia, Malacologia, Malária,
Medicina Tropical, Protozoologia, Veterinária.





Algumas obras de Adolpho Lutz:

ADOLPHO, L., A transmissão da lepra e suas indicações profiláticas, Mem. Instituto Oswaldo Cruz, 1936.
ADOLPHO, L., A febre amarela e o mosquito, Gazeta de Notícias, 26 de Out. 1903.
ADOLPHO, L., Reminiscências sobre a febre tifóide, Mem. Instituto Oswaldo Cruz, 1936.
ADOLPHO, L., Observações sobre a evolução do Schistosomum mansoni, Brazil Medico, 1917.


BIBLIOGRAFIA:

ADOLFO LUTZ – Mini Web Educação, disponível em

ADOLFO LUTZ – Biblioteca Virtual Adolfo Lutz, disponível em

TOLMASQUIN, A. T., COSTA, A. M, LINO, L. A. S. - BIBLIOGRAFIA BRASILEIRA DA HISTÓRIA DA CIÊNCIA: ABORDAGENS INICIAIS
Disponível em <http://dici.ibict.br/archive/00000667/01/T008.pdf> acessado em 21/Abril/2011.



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