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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

PRECONCEITO LINGUÍSTICO

PRECONCEITO LINGUÍSTICO

Para falar a verdade, nunca tinha ouvido falar no termo preconceito linguístico, apesar de já saber o que significa ao pesquisar para essa atividade. 

O preconceito linguístico é o que vemos corriqueiramente: o deboche, intolerância na forma como as pessoas se expressam. Por exemplo, quantas vezes você já tirou sarro da forma como as pessoas da zona rural, nordestinos, estrangeiros, índios e analfabetos funcionais falam? De nós mesmos, quando damos uma bola fora? Por exemplo, que já ouviu alguma pessoa falar estombo, ao invés de estômago? 

Ou nervo asiático, em vez de nervo ciático. Um que eu escuto sempre da minha mãe: pelamonia em vez de pneumonia.

Na verdade, o preconceito linguístico tem muito a ver com o preconceito social.

Só por que uma pessoa é desprovida de bens, ela é considerada inculta. Há uma atribuição da região em que em que se mora. Se a pessoa mora em uma região pobre, ela também é pobre, não só de dinheiro, mas de cultura. E é essa consciência que devemos mudar.

Quantas e quantas vezes já me perguntei por que cargas d’água, eu tenho que falar na forma culta, se eu não a utilizo no dia a dia, principalmente quando a professora dizia que era preciso  falar direito. Que meus antigos professores jamais leiam isso!

É necessário antes de tudo, levar em conta as variedades locais e regionais das pessoas. Por exemplo, os índios, muito poucas tribos têm a sua própria língua, que foram pouco a pouco, deixadas de lado.

Saber reconhecer a crise existente da língua portuguesa é um bom caminho para mudar esse enfoque. Algumas pessoas acreditam que a norma culta é um tanto ultrapassada, pois poucas pessoas têm acesso a ela no Brasil, não corresponde à nossa realidade. Falamos tá em vez de está, por exemplo.

O professor precisa estar atento a esses preconceitos em sala de aula, orientando o aluno à aceitabilidade, pois educar é encorajá-lo a se manifestar








Créditos da imagem:
http://jolunieuro2008.blogspot.com/2008/05/normalmente-quem-ouve-pessoas-de.html

2 comentários:

  1. oi Claudia, pois é menina, é isso mesmo, como educadores temos sempre de estar atentos a isso, devemos sim mostrar a norma culta da língua, primeiramente prq formamos cidadãos q se integrarão na sociedade e futuros profissionais, então temos a obrigação de mostrar a forma correta, mas jamais esquecer a origem e as peculiaridades do falante.
    Tem um livro muito legal que aborda esse tema de uma maneira bem leve e com certo toque de humor, é A LÍNGUA DE EULALIA, é uma estorinha onde o modo de falar da Eulalia é criticado por professoras que vão passar férias na casa da tia, uma linguista.
    acho que tem na net pra baixar

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  2. Cláudia! Babei no seu blog!
    Do template aos posts, lindo!
    Sigo com certeza!
    Beijos e sucesso!

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