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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

DESENVOLVIMENTO DA APRENDIZAGEM SEGUNDO PIAGET, VYGOTSKY, BRUNER E WALLON.






Neste post vou destacar a importância das concepções do desenvolvimento da aprendizagem aplicada na Educação, segundo as teorias dos pesquisadores: Jean Piaget, Lev Seminovch Vygotsky, Jerome Bruner e Henri Wallon.

E, ainda: o impacto que causaram e quais contribuições tiveram para a melhoria da prática pedagógica nos últimos anos.






JEAN PIAGET  (1896 – 1980)

Na psicologia do desenvolvimento da aprendizagem estudamos o desenvolvimento do ser humano em todos os seus aspectos: físico motor, intelectual, afetivo emocional e social, a partir do nascimento até a idade adulta. Em outras palavras é um processo contínuo.

Utilizando o enfoque interacionista do desenvolvimento humano, é importante iniciar esse trabalho com a teoria de Jean Piaget, que é referência para todos que estão ligados à Educação de um modo geral.

Seu trabalho baseia-se em compreender como se inicia o conhecimento humano e como ocorre a sua evolução. Sua obra é a que mais defende a visão do interacionismo e construtivismo no desenvolvimento humano.

Sua famosa frase: ”Fazer é compreender”, baseava-se na certeza de há uma lógica no erro, e entender essa lógica era o centro de seus estudos, acreditava que é errando que se aprende. É necessário discutir e refletir para se construir o conhecimento.

Instituiu a Educação Infantil, pois acreditava que a mesma era essencial ao desenvolvimento através de estímulos e idéias construtivistas.

Jean Piaget em quatro conceitos básicos explicou o desenvolvimento cognitivo de acordo com o aparecimento de novas qualidades do pensamento:
  • Esquema: para organizar o ambiente e se adaptarem, os indivíduos usam de estruturas mentais, onde o comportamento nasce do esquema, refletem nosso nível de compreensão do mundo;
  • Assimilação: nada mais é que o processo onde ocorre à entrada de um novo objeto num esquema existente, para que ocorra a assimilação, os estímulos são obrigados a se moldarem aos esquemas das pessoas;
  • Acomodação: é o processo cognitivo onde idéias e informações são adicionadas a alguns padrões de comportamento já formados em esquemas já existentes. Aqui o indivíduo é levado (nem sempre espontaneamente) a mudar seus esquemas e criar outros, para encaixar os novos estímulos.
  • Equilíbrio: a busca pela equilibração para Piaget era o ponto central para o desenvolvimento, como nosso organismo está sempre desequilibrando diante de novos estímulos.

Em sua teoria, a criança é um ser que age sobre seu processo de desenvolvimento, como indivíduo é uma pessoa ativa, que experimenta meios de equilibração entre o mundo e seu íntimo.

Seus estudos contribuíram para demonstrar que existem formas do ser humano se comportar diante do mundo, através de cada faixa etária, ao longo de sua vida.









VYGOTSKY (1896 – 1934)


Uma outra alternativa como teoria cognitiva, que devemos considerar além da teoria de Piaget é a teoria de Vygotsky, onde a interação social no desenvolvimento do ser humano tem um papel importantíssimo, que pode ser considerada como instrução.

Como a criança tem constante contato com os adultos, acabam assimilando as habilidades, sua teoria revela que somos frutos do meio em que vivemos, de forma que a história da sociedade e o desenvolvimento humano estão ligados.

Através da vida social e constante comunicação que é estabelecida entre adultos e crianças, a experiência de várias gerações, se dá a formação do pensamento.
Para Vygotsky, a fala é mais um instrumento para o desenvolvimento da aprendizagem, é fundamental para organizar a atividade das funções, onde o pensamento e linguagem estão interligados, onde o pensamento verbal acontece.

Outro aspecto relevante que Vygotsky defendia, é a função da brincadeira no desenvolvimento infantil, onde o brinquedo propicia situações imaginárias, a criança cria uma situação ilusória como forma de satisfazer seus desejos e agir de forma mais abrangente no mundo adulto. À medida que a brincadeira evolui, podemos observar um movimento em direção à realização de forma consciente do seu propósito final.

De acordo com Vygotsky, as explicações e questionamentos do professor são essenciais no processo educativo, como mediador na interação da criança com objetos do conhecimento.










JEROME BRUNER (1915-)

Jerome Bruner além de ser influenciado pelos trabalhos de Piaget e Vygotsky, desenvolveu o processo de aprendizagem como captar as relações entre os fatos, onde adquirindo novas informações, transforma-as para novas situações.

Seria um sistema de armazenamento natural dos acontecimentos.

O ponto central de sua teoria é a concepção de desenvolvimento cognitivo, que consiste em explicar como a criança representa o mundo, em diferentes etapas de sua vida.

É através de três níveis de representação cognitiva em que a criança procura fazer sua representação particular do mundo à sua volta:
- Representação enativa: é através da ação que a criança faz a representação;
Representação Icônica: há a representação mental dos objetos, a imagem existe sem que haja a ação;
- Representação Simbólica: a criança utiliza os símbolos para representar o mundo, independentemente da ação ou imagem.

A proposta de Bruner sugere que o ensino seja voltado para a compreensão de relações entre fatos e idéias, onde o conteúdo apreendido seja direcionado para novas situações. O erro precisa ser visto como um instrumento de instrução, até chegar a um parecer correto.

Acreditava que a aprendizagem sempre nos guiará a ir sempre adiante, como somos seres investigativos, essa curiosidade natural e gradativa é capaz de termos capacidade de fazer descobertas científicas, por exemplo.
O desenvolvimento humano em sua visão, resulta de estímulos ambientais variados, habilmente direcionados para um desenvolvimento cognitivo adequado.










HENRI WALLON (1879 – 1962)


A contribuição de Wallon para o processo de ensino-aprendizagem esbarra na importância da afetividade no desenvolvimento. Sua teoria assemelha-se bastante à teoria de Vygotsky, onde a emoção assume um papel de mediadora no processo de aprendizagem.

A escola é um meio fundamental para que o desenvolvimento ocorra tanto para professor e aluno, e a afetividade precisa estar presente para que aconteça uma relação saudável e frutífera.
Para Wallon, o desenvolvimento é recheado de conflitos internos e externos, esses conflitos são formadores de evoluções, pois conferem ao indivíduo novas formas de interação social e formar pensamentos, que contribuem para a construção do ser humano.

Em sua teoria o ponto principal é a integração que caminham em dois sentidos:
- Integração organismo-meio: Interação da criança com o meio, uma relação que se complementa com os fatores orgânicos e socioculturais. Há a necessidade do estudo aprofundado do meio em que a criança se desenvolve ele precisa corresponder a suas necessidades.
- Integração afetiva-cognitiva-motora: Esse conjunto representa a pessoa como um todo, com a integração em todas as possibilidades: as emoções, o corpo e mente.
Esses conceitos nos ajudam a direcionar a compreensão sobre o aluno e suas possibilidades em seu processo de aprendizagem. Sua proposta pedagógica apresenta instrumentos importantíssimos para que o professor experimente novas atividades e reflita qual a melhor direção a seguir.




CONCLUSÃO

Estudar o comportamento do homem, desde a mais tenra idade até a velhice, sempre moveu o ser humano. Significa conhecer as características comuns de determinada faixa etária, e reconhecer as individualidades de cada um. Para o professor isto o torna mais apto a observar e interpretar os diversos comportamentos.

Todos esses aspectos têm importância para a Educação, pois nos permite planejar o que e como ensinar para cada indivíduo, que é único.
No estudo do desenvolvimento da aprendizagem os relacionamentos, afetividade, diálogo e atenção são imprescindíveis. As teorias dos autores citados nesse trabalho nos levam a fazer reflexões sobre a maneira como o homem interage com o mundo.

Depois de passar pela pedagogia tradicional, a educação brasileira passou por uma renovação, passou a ver o aluno como um indivíduo ativo e livre. As teorias construtivista e sócio-interacionista dão o suporte para vários educadores na atualidade.

Na teoria de Jean Piaget, por exemplo, podemos observar que ele procurava demonstrar que não podemos acelerar o desenvolvimento de uma criança, acontece espontaneamente. Compreendemos que o desenvolvimento das teorias das etapas de Piaget ajuda no processo de aprendizagem.  Resta-nos proporcionar ambientes favoráveis e ensinar de forma que a criança assimile de acordo com sua faixa etária e estrutura mental.

Os autores citados nesse trabalho, muito contribuíram para que nós futuros educadores, possamos nos orientar para desenvolver nossos trabalhos. Suas pesquisas estimulam no sentido de que possamos discutir as propostas pedagógicas, a respeito do mundo tão peculiar das crianças.

Os caminhos que os teóricos nos indicam, propiciam um campo para avanços e ampliação de conhecimentos. Como bem já sabemos os educadores não podem ser apenas agentes transmissores, e o aluno um ser passivo, o educador precisa ser um estimulador ao interesse da criança, ajudando-o a construir suas descobertas, isto é, propiciando um ambiente saudável, para que se desenvolva e enriqueça sua personalidade.

     Através desses estudos, descobri que o professor é um elo muito forte nessa corrente da aprendizagem, pois se ele possuir os instrumentos certos para promover a arte do saber pensar, seu aluno desejará o conhecimento para usufruir em benefício próprio e da sociedade em que vive.






 BIBLIOGRAFIA


Artigos de Revista:
  • SANTOMAURO, Beatriz. Desvendando Piaget. Nova Escola, ano 25, nº229-janeiro-fevereiro 2010.


Textos:

  • Graça, de Maria, Azenha, Ed. Ática, Desenvolvimento da Criança. Apostila disponibilizada pela profª: Maria de Fátima do Nascimento Oliveira, disciplina Psicologia do Desenvolvimento da Aprendizagem, 31 de Janeiro de 2010.


Material da Internet:


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