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domingo, 8 de dezembro de 2013

OTITE EXTERNA






OTITE EXTERNA É O TERMO TÉCNICO USADO PARA LESÕES INFLAMATÓRIAS DA ORELHA EXTERNA. TECNICAMENTE, A ORELHA OU OUVIDO, É TODO O APARELHO AUDITIVO, DESDE A PARTE DE FORA, CHAMADA PAVILHÃO AURICULAR, ATÉ A INTERNA, SUA PORÇÃO NEUROLÓGICA. TEMOS A ORELHA (OU OUVIDO) EXTERNA, A MÉDIA E A INTERNA.

A ORELHA EXTERNA É REVESTIDA POR PELE. E COMO REGIÃO DE PELE, POSSUI PELOS, GLÂNDULAS PRODUTORAS DE GORDURA (SEBÁCEAS), E APRESENTA DESCAMAÇÃO DE CÉLULAS VELHAS. ELA É COMPOSTA PELO PAVILHÃO AURICULAR E O CONDUTO AUDITIVO EXTERNO (CAE). QUALQUER INFLAMAÇÃO NESSAS PARTES É CHAMADA DE OTITE EXTERNA, E EXISTEM DIVERSAS DOENÇAS QUE PODEM ACOMETÊ-LAS. DESDE UMA IRRITAÇÃO POR QUEIMADURA DE SOL, UMA ESPINHA, ATÉ PROBLEMAS MAIS SEVEROS COMO DOENÇAS AUTOIMUNES E TUMORAIS.

HOJE, FALAREMOS DA OTITE EXTERNA QUE AUMENTA MUITO NA ÉPOCA DE VERÃO, A OTITE EXTERNA SECUNDÁRIA AO EXCESSO DE UMIDADE NO CONDUTO AUDITIVO EXTERNO (CAE).
É NORMAL A PRESENÇA DE CERÚMEN, CERA, NO CAE. O QUE NÃO É COMUM É A PRESENÇA DE UMIDADE, DE ÁGUA DENTRO DELE. ESPORADICAMENTE PODE OCORRER A ENTRADA DE ÁGUA NO CAE, MAS COM A EVAPORAÇÃO ESPONTÂNEA, E SEM A ENTRADA DE MAIS ÁGUA DENTRO DO CAE, NÃO OCORREM MAIORES PROBLEMAS. TODAVIA, QUANDO A PRESENÇA DE ÁGUA É FREQUENTE, A PELE DA ORELHA SOFRE ALTERAÇÕES QUE FACILITAM A FORMAÇÃO DE INFLAMAÇÃO.

POR CURIOSIDADE, A PELE DO CONDUTO AUDITIVO EXTERNO (CAE) PRÓXIMA DO TÍMPANO, É A PELE MAIS FINA EXISTENTE NO CORPO. E COMO TODA PELE, QUANDO FICA EM CONTATO DIRETO COM ÁGUA POR LONGO PERÍODO, ELA ACABA SOFRENDO UM PROCESSO DE MACERAÇÃO, FICANDO MAIS FRIÁVEL E SUSCEPTÍVEL A LESÕES.

INICIALMENTE, A PRESENÇA DE ÁGUA EM EXCESSO NO CAE GERA A SENSAÇÃO DE OUVIDO TAMPADO. EVOLUINDO COM A UMIDADE EXCESSIVA A PELE COMEÇA A APRESENTAR SENSAÇÃO DE COCEIRA, E DEPOIS, DOR, PODENDO APRESENTAR INCHAÇO (EDEMA), E INFECÇÃO, COM NECESSIDADE DE USO DE ANTIBIÓTICOS PARA COMBATER AS BACTÉRIAS CAUSADORAS DA INFECÇÃO.

MUITAS VEZES QUEM FICA COM INCÔMODO NAS ORELHAS ACABA TENTANDO RESOLVÊ-LO, MEXENDO COM COTONETE. É ATÉ ACEITÁVEL A TENTATIVA DE TENTAR ELIMINAR ÁGUA DA ORELHA COM AUXÍLIO DO COTONETE, PORÉM, NÃO SE DEVE MANIPULAR EM DEMASIA. O COTONETE PODE SER UTILIZADO NAS ORELHAS ATÉ QUE COMECE A FICAR JUSTO NO CONDUTO AUDITIVO EXTERNO (CAE). A PARTIR DISSO, O COTONETE NÃO MAIS DEVE SER INTRODUZIDO. CASO A TENTATIVA DE MELHORA COM O USO DO COTONETE NÃO RESOLVA O INCÔMODO, LOGO SE DEVE PROCURAR AVALIAÇÃO MÉDICA. ISSO, PORQUE QUANTO MAIS SE DEMORA EM LIVRAR A PELE DO EXCESSO DE UMIDADE E ÁGUA, MAIS ELA FICARÁ SUJEITA A LESÕES.

A ORELHA NUNCA DEVE SER MANIPULADA COM COTONETE EM SITUAÇÕES DE COCEIRAS, INCHAÇOS OU DOR.

CASO HAJA PRESENÇA DE ACÚMULO DE PELE OU CERA NO CAE, EM SITUAÇÕES DE OBSTRUÇÃO, DOR, OU COCEIRA, É SEMPRE NECESSÁRIO LIMPAR O CAE. E ISSO DEVE SER FEITO SEMPRE POR UM PROFISSIONAL MÉDICO, INDICAÇÃO QUE, ATUALMENTE, É ATÉ LEI.





 Dr. Sérgio Nobuo Konno
Graduação e residência médica em otorrinolaringologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Instrutor de primeiros-socorros e suporte básico de vida.



Fonte:
A TRIBUNA SUDOESTE- Edição 2229 - Ano 44 - Capão Bonito, 11 de Janeiro de 2013

Crédito da imagem:
http://www.infoescola.com/audicao/ouvido/ 

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