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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

UMA PEQUENA BIOGRAFIA SOBRE RICHARD WAGNER







Como outros grandes compositores da Alemanha, tais como Johannes Brahms, Robert Shumann, Johann Sebastian Bach entre outros, um que teve grande destaque foi Richard Wagner.

Seu nome completo era Wilhelm Richard Wagner, nascido em 22 de maio de 1813 na cidade alemã de Leipzig e falecido em 13 de fevereiro de 1883 aos 69 anos em Veneza (Itália). Foi um influente compositor da música erudita, maestro, teórico musical, ensaísta e poeta.

Cresceu em ambiente artístico, mas não musical, ele se sentia muito atraído pelo ambiente do teatro, e desde cedo foi notado seu talento musical. Estudou em uma escola religiosa em Dresden em 1822, e teve aulas de piano com certo Humann em 1825.

Em 1827 conheceu uma orquestra chamada Gewandhaus, onde teve contato com a música de Beethoven, foi quando começou a compor mais seriamente, suas obras de gênero romantismo influenciaram a música ocidental.

Paralelamente à sua carreira artística, era um ativista político fervoroso e anti-semita declarado, pois combatia o judaísmo moderno, além de ter a simpatia de Hitler. Tinha um ideal anarquista e permaneceu exilado da Alemanha de 1849 a 1860.
Sua obra foi imensa e de grande contribuição para os apreciadores da cultura em geral, pois influenciou a literatura e a filosofia, nas óperas foi o pioneiro em fazer mudanças em apresentações e foi considerado gênio por grandes nomes da época.




Dentre sua vasta obra podemos citar, as óperas que tiveram grande expressão no mundo todo:

  • Die Hochezeit (O Casamento) inacabada;
  • Die Feen (As Fadas) 1833-1834;
  • Das Liebesverbot (Amor Proibido) 1835-1836;
  • Rienzi – 1838-1840;
  • Der fiegende Hollander (O Holandês Voador);
  • Le Vaisseau Fantomen (O Navio Fantasma)1840-1841;
  •  Tannhauser (1843), Lohengrin (1846-1848);
  • Tristan und Isold (Tristão e Isolda) 1857-1859;
  • Die Meistersing von Nurnberg (Os mestres cantores de Nurenbergue) 1862-1867;
  • Der Ring des Nibelungen (O Anel de Nibelungo) – esta é uma tetralogia composta de 04 óperas que se baseiam na mitologia da Alemanha:
1ª: Das Rheingold (O Ouro do Reno),
 2ª: Die Walkure (As Valquírias),       
3ª: Siegfried e a 4ª: Gotterdammerung (Crepúsculo dos Deuses). 

O Anel dos Nibelungos levou 26 anos para ser escrito.
A tetralogia segue os moldes do teatro grego, onde eram apresentadas três tragédias e uma sátira. A história do Anel foi concebida através dos mitos germânicos e escandinavos, onde há muitos deuses, gigantes, donzelas, dragões, valquírias (moças-guerreiras),e inicia-se com o forjamento de um anel mágico pelo Nibelungo(equivalente a anão ou elfos).

Paralelamente, Wagner acrescentou o tema da luta pelo amor em associação à natureza e liberdade.

Wagner com certeza usava suas obras como forma de expressar suas emoções e estados emocionais, e o drama em especial representava isso muito bem. Suas obras deixaram heranças de uma nova técnica de composição, o que se podem ver na atualidade e só nos resta apreciarmos suas obras e nos enriquecermos culturalmente.



Fontes de pesquisa:



Crédito das imagens:


HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO: A RELAÇÃO DO ENVOLVIMENTO DE EMPRESÁRIOS NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA






É sem sombra de dúvida, que através da Expansão Escolar, desenvolveu-se a importância da Educação como instrumento de desenvolvimento profissional, tão valorizada atualmente.

Ao estudarmos esse capítulo de nossa história, pudemos perceber como a indústria, que contribui com uma grande parcela na geração de vários empregos no Brasil, dispõe atualmente de recursos tecnológicos avançados. Devido a isso o profissional precisa estar apto, através de cursos especializados, disponibilizados pela educação técnica.


Como percebemos, no passado não existia essa educação profissionalizante que encontramos nos dias atuais. O empresariado focou a atenção na formação profissional, assim todos ganhavam principalmente a classe trabalhadora. Apesar de que de uma forma, isso não deixava de ser como um controle social, em vista que visava o crescimento do setor industriário.


Surgiram nessa época grandes instituições, respeitadas até hoje devido a sua credibilidade e qualidade como o SENAI, através dessa instituição houve o surgimento de várias outras, ligadas às indústrias também.


Vimos anteriormente que o setor industrial brasileiro era carente de mão-de-obra especializada, isso possibilitou a criação de novas frentes de trabalho.
A promoção da Educação como forma de proporcionar um ambiente favorável para o trabalho ao homem, possibilita ao mesmo uma cidadania e estabelece um bem-estar social.


Acredito que na Educação, ocorre algo semelhante, sem professores capacitados, não ocorre uma interação e o ensino não acontece adequadamente, isso é um assunto a se refletir criticamente.










CRÉDITO DA IMAGEM:



UM MOVIMENTO IDEOLÓGICO: O NACIONALISMO



O Nacionalismo foi o pontapé inicial que culminou com o surgimento de novas idéias pedagógicas, com a propagação da universalização do Ensino nos setores menos favorecidos. Com a 1ª República ocorreram mudanças de ordem sociais, políticas, econômicas e educacionais, onde trouxe modificações, que conduziram a novas necessidades para a população, como a escolarização.

Movimentos nacionalistas conduzidos pelos intelectuais, apresentaram a possibilidade do surgimento de um novo homem. Nesse período o papel da Educação alavanca socialmente uma grande parte da população que está desvinculada, deixada à margem, pois se entende que a escolarização traz o progresso 
de um País.


A Educação é sem dúvida alguma a forma de minimizar a desigualdade social.


Com uma base intelectual formada pelo Taylorismo, Fordismo e Psicologia Aplicada, os métodos científicos ganham espaço, e os valores sociais e morais adequados norteiam o senso de disciplina.


A Reforma Sampaio Dória, teve grande destaque na história da renovação do Ensino, pois mobilizou um grande número de especialistas em Educação, que encontraram lugar para organizar a política de intervenção pública com técnicas pedagógicas.


Essa irradiação do movimento pedagógico trouxe mudanças, simbologias na história política e cultural do Brasil, mas também houve dúvidas dos intelectuais em manter-se na elite ou apoiar o povo que clama por direitos civis e sociais.


A luta pela expansão escolar teve a sua vitória, mas como toda situação houve os prós e os contras, Devido ao acelerado crescimento da procura pela instrução, houve deficiência em atender toda a demanda, com isso comprometeu consideravelmente a qualidade do ensino, como todo brasileiro merece. Isto é, a aprendizagem tem que ser acessível a todos igualmente, como instrumento da propagação de valores humanos e respeito pela diversidade, para a formação de nossa cidadania.

DESENVOLVIMENTO DA APRENDIZAGEM SEGUNDO PIAGET, VYGOTSKY, BRUNER E WALLON.






Neste post vou destacar a importância das concepções do desenvolvimento da aprendizagem aplicada na Educação, segundo as teorias dos pesquisadores: Jean Piaget, Lev Seminovch Vygotsky, Jerome Bruner e Henri Wallon.

E, ainda: o impacto que causaram e quais contribuições tiveram para a melhoria da prática pedagógica nos últimos anos.






JEAN PIAGET  (1896 – 1980)

Na psicologia do desenvolvimento da aprendizagem estudamos o desenvolvimento do ser humano em todos os seus aspectos: físico motor, intelectual, afetivo emocional e social, a partir do nascimento até a idade adulta. Em outras palavras é um processo contínuo.

Utilizando o enfoque interacionista do desenvolvimento humano, é importante iniciar esse trabalho com a teoria de Jean Piaget, que é referência para todos que estão ligados à Educação de um modo geral.

Seu trabalho baseia-se em compreender como se inicia o conhecimento humano e como ocorre a sua evolução. Sua obra é a que mais defende a visão do interacionismo e construtivismo no desenvolvimento humano.

Sua famosa frase: ”Fazer é compreender”, baseava-se na certeza de há uma lógica no erro, e entender essa lógica era o centro de seus estudos, acreditava que é errando que se aprende. É necessário discutir e refletir para se construir o conhecimento.

Instituiu a Educação Infantil, pois acreditava que a mesma era essencial ao desenvolvimento através de estímulos e ideias construtivistas.

Jean Piaget em quatro conceitos básicos explicou o desenvolvimento cognitivo de acordo com o aparecimento de novas qualidades do pensamento:
  • Esquema: para organizar o ambiente e se adaptarem, os indivíduos usam de estruturas mentais, onde o comportamento nasce do esquema, refletem nosso nível de compreensão do mundo;
  • Assimilação: nada mais é que o processo onde ocorre à entrada de um novo objeto num esquema existente, para que ocorra a assimilação, os estímulos são obrigados a se moldarem aos esquemas das pessoas;
  • Acomodação: é o processo cognitivo onde idéias e informações são adicionadas a alguns padrões de comportamento já formados em esquemas já existentes. Aqui o indivíduo é levado (nem sempre espontaneamente) a mudar seus esquemas e criar outros, para encaixar os novos estímulos.
  • Equilíbrio: a busca pela equilibração para Piaget era o ponto central para o desenvolvimento, como nosso organismo está sempre desequilibrando diante de novos estímulos.

Em sua teoria, a criança é um ser que age sobre seu processo de desenvolvimento, como indivíduo é uma pessoa ativa, que experimenta meios de equilibração entre o mundo e seu íntimo.

Seus estudos contribuíram para demonstrar que existem formas do ser humano se comportar diante do mundo, através de cada faixa etária, ao longo de sua vida.









VYGOTSKY (1896 – 1934)


Uma outra alternativa como teoria cognitiva, que devemos considerar além da teoria de Piaget é a teoria de Vygotsky, onde a interação social no desenvolvimento do ser humano tem um papel importantíssimo, que pode ser considerada como instrução.

Como a criança tem constante contato com os adultos, acabam assimilando as habilidades, sua teoria revela que somos frutos do meio em que vivemos, de forma que a história da sociedade e o desenvolvimento humano estão ligados.

Através da vida social e constante comunicação que é estabelecida entre adultos e crianças, a experiência de várias gerações, se dá a formação do pensamento.
Para Vygotsky, a fala é mais um instrumento para o desenvolvimento da aprendizagem, é fundamental para organizar a atividade das funções, onde o pensamento e linguagem estão interligados, onde o pensamento verbal acontece.

Outro aspecto relevante que Vygotsky defendia, é a função da brincadeira no desenvolvimento infantil, onde o brinquedo propicia situações imaginárias, a criança cria uma situação ilusória como forma de satisfazer seus desejos e agir de forma mais abrangente no mundo adulto. À medida que a brincadeira evolui, podemos observar um movimento em direção à realização de forma consciente do seu propósito final.

De acordo com Vygotsky, as explicações e questionamentos do professor são essenciais no processo educativo, como mediador na interação da criança com objetos do conhecimento.










JEROME BRUNER (1915-)

Jerome Bruner além de ser influenciado pelos trabalhos de Piaget e Vygotsky, desenvolveu o processo de aprendizagem como captar as relações entre os fatos, onde adquirindo novas informações, transforma-as para novas situações.

Seria um sistema de armazenamento natural dos acontecimentos.

O ponto central de sua teoria é a concepção de desenvolvimento cognitivo, que consiste em explicar como a criança representa o mundo, em diferentes etapas de sua vida.

É através de três níveis de representação cognitiva em que a criança procura fazer sua representação particular do mundo à sua volta:
- Representação enativa: é através da ação que a criança faz a representação;
Representação Icônica: há a representação mental dos objetos, a imagem existe sem que haja a ação;
- Representação Simbólica: a criança utiliza os símbolos para representar o mundo, independentemente da ação ou imagem.

A proposta de Bruner sugere que o ensino seja voltado para a compreensão de relações entre fatos e idéias, onde o conteúdo apreendido seja direcionado para novas situações. O erro precisa ser visto como um instrumento de instrução, até chegar a um parecer correto.

Acreditava que a aprendizagem sempre nos guiará a ir sempre adiante, como somos seres investigativos, essa curiosidade natural e gradativa é capaz de termos capacidade de fazer descobertas científicas, por exemplo.
O desenvolvimento humano em sua visão, resulta de estímulos ambientais variados, habilmente direcionados para um desenvolvimento cognitivo adequado.










HENRI WALLON (1879 – 1962)


A contribuição de Wallon para o processo de ensino-aprendizagem esbarra na importância da afetividade no desenvolvimento. Sua teoria assemelha-se bastante à teoria de Vygotsky, onde a emoção assume um papel de mediadora no processo de aprendizagem.

A escola é um meio fundamental para que o desenvolvimento ocorra tanto para professor e aluno, e a afetividade precisa estar presente para que aconteça uma relação saudável e frutífera.
Para Wallon, o desenvolvimento é recheado de conflitos internos e externos, esses conflitos são formadores de evoluções, pois conferem ao indivíduo novas formas de interação social e formar pensamentos, que contribuem para a construção do ser humano.

Em sua teoria o ponto principal é a integração que caminham em dois sentidos:
- Integração organismo-meio: Interação da criança com o meio, uma relação que se complementa com os fatores orgânicos e socioculturais. Há a necessidade do estudo aprofundado do meio em que a criança se desenvolve ele precisa corresponder a suas necessidades.
- Integração afetiva-cognitiva-motora: Esse conjunto representa a pessoa como um todo, com a integração em todas as possibilidades: as emoções, o corpo e mente.
Esses conceitos nos ajudam a direcionar a compreensão sobre o aluno e suas possibilidades em seu processo de aprendizagem. Sua proposta pedagógica apresenta instrumentos importantíssimos para que o professor experimente novas atividades e reflita qual a melhor direção a seguir.




CONCLUSÃO

Estudar o comportamento do homem, desde a mais tenra idade até a velhice, sempre moveu o ser humano. Significa conhecer as características comuns de determinada faixa etária, e reconhecer as individualidades de cada um. Para o professor isto o torna mais apto a observar e interpretar os diversos comportamentos.

Todos esses aspectos têm importância para a Educação, pois nos permite planejar o que e como ensinar para cada indivíduo, que é único.
No estudo do desenvolvimento da aprendizagem os relacionamentos, afetividade, diálogo e atenção são imprescindíveis. As teorias dos autores citados nesse trabalho nos levam a fazer reflexões sobre a maneira como o homem interage com o mundo.

Depois de passar pela pedagogia tradicional, a educação brasileira passou por uma renovação, passou a ver o aluno como um indivíduo ativo e livre. As teorias construtivista e sócio-interacionista dão o suporte para vários educadores na atualidade.

Na teoria de Jean Piaget, por exemplo, podemos observar que ele procurava demonstrar que não podemos acelerar o desenvolvimento de uma criança, acontece espontaneamente. Compreendemos que o desenvolvimento das teorias das etapas de Piaget ajuda no processo de aprendizagem.  Resta-nos proporcionar ambientes favoráveis e ensinar de forma que a criança assimile de acordo com sua faixa etária e estrutura mental.

Os autores citados nesse trabalho, muito contribuíram para que nós futuros educadores, possamos nos orientar para desenvolver nossos trabalhos. Suas pesquisas estimulam no sentido de que possamos discutir as propostas pedagógicas, a respeito do mundo tão peculiar das crianças.

Os caminhos que os teóricos nos indicam, propiciam um campo para avanços e ampliação de conhecimentos. Como bem já sabemos os educadores não podem ser apenas agentes transmissores, e o aluno um ser passivo, o educador precisa ser um estimulador ao interesse da criança, ajudando-o a construir suas descobertas, isto é, propiciando um ambiente saudável, para que se desenvolva e enriqueça sua personalidade.

     Através desses estudos, descobri que o professor é um elo muito forte nessa corrente da aprendizagem, pois se ele possuir os instrumentos certos para promover a arte do saber pensar, seu aluno desejará o conhecimento para usufruir em benefício próprio e da sociedade em que vive.






 BIBLIOGRAFIA


Artigos de Revista:
  • SANTOMAURO, Beatriz. Desvendando Piaget. Nova Escola, ano 25, nº229-janeiro-fevereiro 2010.


Textos:

  • Graça, de Maria, Azenha, Ed. Ática, Desenvolvimento da Criança. Apostila disponibilizada pela profª: Maria de Fátima do Nascimento Oliveira, disciplina Psicologia do Desenvolvimento da Aprendizagem, 31 de Janeiro de 2010.


Material da Internet: